Joao Gomes Realarte
Olhar a arte com olhos de ver. Looking at art with eyes that see.
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Blogue Artes Literárias

Este blogue é dedicado ao pensamento do dia e a vários artigos, sobre variadíssimos temas escritos pelo autor.

O país arde impunemente

Pensamento do dia

O país arde impunemente

E porquê?

Porque não há interesse em acabar com este flagelo. 
Supostamente o governo não tem verba disponível para a prevenção. 
Custa a crer que assim seja, porque depois arranja a dita, e quiçá até mais, para pagar principescamente a firmas particulares de combate a incêndios.

O que podemos depreender de tudo isto? 

Que as firmas particulares de combate a incêndios, por portas e travessas, afinal pertencem a pessoas que estão no governo? Não? Pois se de facto assim não é, parece. 
Que as firmas que detêm o negócio de madeiras, por porta e travessas afinal são de pessoas que estão no governo? Não? Pois se assim não é, parece.
Só assim se poderá compreender a vergonhosa impunidade com que são brindados os criminosos que ateiam fogo ao país pelos governantes. 


Estarão os governantes inocentes? 

Se de facto os governantes estão inocentes nesta estória porque não criam medidas severas para punir os criminosos que estão por detrás deste horror? Que se saiba têm sido muito poucos os condenados pela prática de tal crime.


Porque não criam medidas para dissuadir esses criminosos de atear fogo?

Por exemplo, no que a madeireiros concerne podiam interditá-los de recolherem a madeira depois dos incêndios. Não havendo possibilidade de negócio, seguramente não haveria interesse em atear, ou mandar atear fogo.

É abominável

É abominável que se faça negócio com tamanha desgraça. É abominável que essa gente facture milhões, com semelhante calamidade.
É odioso que alguém lucre milhões quando o país perde milhares de hectares verdejantes, e onde vidas humanas se perdem, quer combatendo esse flagelo ou mesmo tentando fugir dele.


Exclusividade do exército no combate aos incêndios

Porque cargas-de-águas, os governantes não dão a exclusividade de combate a incêndios ao exército português? 
Porque continuam os governantes a engordar esses abutres que têm o monopólio de combate a incêndios? E que tais abutres até chegam ao desplante de não quererem o exército a intervir nos ditos. Como? Sim. No ano transacto num combate a um incêndio tiveram a desfaçatez de pedir a alguém, obviamente com galões, para que mandasse retirar a força aérea. Como? Sim. Tal e qual. Isto é, uma empresa particular de combate a incêndios pediu, e pelos vistos foi atendida, que retirassem do combate ao incêndio uma força da nação (força aérea). A situação de tão caricata até parece uma brincadeira de mau gosto mas não é. É a pura realidade. É suposto que em caso de calamidade toda ajuda seja bem-vinda, mas pelos vistos para os parasitas que detém o monopólio de combate aos incêndios as coisas não se passam assim, porque para eles quanto mais rápido o incêndio for extinto menor é o seu ganho, uma vez que cobram quantias astronómicas à hora, e não estão para perder parte do quinhão.

Incêndios e causas

É certo que incêndios podem ser provocados por causas naturais ou por descuido do ser humano.
Mas se os ditos fossem só por causas naturais seria a pouca vergonha que é? Não creio. 
Não creio eu, e não devem crer milhões de portugueses. De certeza que não estou só no raciocínio que faço de tudo isto.

O vil metal

É triste, senhores governantes, que a merda do dinheiro se sobreponha aos verdadeiros interesses do país, e das pessoas que o habitam.