Joao Gomes Realarte
Olhar a arte com olhos de ver. Looking at art with eyes that see.
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Blogue Artes Literárias

Este blogue é dedicado ao pensamento do dia e a vários artigos, sobre variadíssimos temas escritos pelo autor.

Escravatura na antiguidade e escravatura actual. Qual a diferença?

Se repararmos bem, pouco ou nada mudou desde os tempos em que os romanos governavam o mundo. Tinham um imperador, hoje temos um presidente. O senado (assembleia da república), senadores (deputados), patrícios (as elites), e o povo, sendo este composto maioritariamente por escravos. Ao fim ao cabo se analisarmos bem, actualmente com a classe média a desaparecer a uma velocidade vertiginosa, o povo também será composto maioritariamente por escravos. Agora acontece que estes novos escravos têm a vida muito mais complicada que os de antigamente, porque estes não se preocupavam com a renda da casa, com a alimentação para eles e para os seus filhos, com cuidados de saúde, com transportes, água, luz, etc., porque todas estas coisas eram-lhes fornecidas pelos seus senhores, ao invés do que se passa com os escravos actuais que têm de prover todas estas necessidades.
No fundo quando os senhores deram a liberdade aos seus escravos, não foi por pensarem que tal situação era indigna, ou seja; fazer do outro ser humano escravo não tinha mais cabimento. Não. Não foi por uma questão de peso na consciência que eles deram a liberdade aos seus escravos. A verdade é que liberar os escravos foi simplesmente uma estratégia para que eles próprios se libertassem dos encargos que tinham para com os ditos. Doravante teriam igualmente escravos, mas com a diferença que já não tinham qualquer espécie de encargo com eles. Não obstante começarem a pagar-lhes salário, a verdade é que ainda poupavam muito dinheiro, porque o dito salário ficava muito aquém dos encargos que dantes tinham com eles.
Agora vivemos todos felizes. Os senhores que continuam a ter escravos mas sem encargos, e os escravos que pensam que são livres.