Joao Gomes Realarte
Olhar a arte com olhos de ver. Looking at art with eyes that see.
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Blogue Artes Literárias

Este blogue é dedicado ao pensamento do dia e a vários artigos, sobre variadíssimos temas escritos pelo autor.

Portugal e a União Europeia

Custa a crer (um sapo difícil de digerir), que um pais a rondar um milénio de existência, que tem passado ao longo dos séculos por todo o tipo de vicissitudes, recordando, que até a independência perdeu com a morte de D. Sebastião, recuperando-a de novo sete décadas depois, por um punhado de gente voluntariosa, não consiga agora livrar-se do domínio de Bruxelas, e da feroz ditadura dos credores, que ditam as regras sobre o que fazer, ou não fazer no país, pondo em causa, não só a democracia, como a própria soberania do Estado Português.

A União Europeia, a tão badalada comunidade, a tão almejada comunidade, aquela que, qual messias, conduziria Portugal para a terra do leite e do mel, aquela que o curaria com o seu remédio milagroso da maleita que padecia, ou fizeram-no acreditar que padecia, afinal não o levou para a terra do leite e do mel, mas sim para uma terra pantanosa onde se encontra cada vez mais atolado. O remédio milagroso que o curaria da enfermidade, revelou-se mais nocivo que a doença, ao ponto de correr o risco de morrer, não da doença mas sim da cura.

E agora? Atolado até às orelhas num pântano, viciado num remédio que lhe impingiram com o pretexto de que estava enfermo, e do qual julga já não poder prescindir, sim! E agora?

É certo que se sair da União Europeia vai passar por tempos difíceis. Mas não está já passando? O que teme então? Se sair da União, durante algum tempo passará mal mas tudo voltará a entrar nos eixos. Não tem sido essa a sua história ao longo dos séculos? Bom, pelo menos alimentará a esperança de que melhores dias virão, o que não acontecerá se permanecer, porque até a dita esperança lhe foi vilmente retirada pela União, que de União só tem o nome.